10 materiais inovadores que podem mudar a indústria da construção


Cimento com capacidade de gerar luz? Concreto para construir em Marte? Madeira translúcida? Móveis biodegradáveis? Tijolos que absorvem a poluição? À primeira vista parece loucura, mas estas são apenas algumas das pesquisas que estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo para levar a indústria da construção a outro nível.Confira a seguir alguns materiais inovadores, quais são suas motivações e como foram desenvolvidos alguns experimentos que já estão sendo testados em grande escala.

01-Madeira translúcida

o novo material desenvolvido por KTH: Um grupo de pesquisadores do Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo KTH, desenvolveu recentemente a Optically Transparent Wood (TW), um novo material que poderia ter um enorme impacto na maneira que desenvolvemos nossos projetos de arquitetura. Publicado na revista da Sociedade Química Americana Biomacromolecules, trata-se de um processo que elimina quimicamente a Lignina da madeira, fazendo com que se torne muito branca. O substrato poroso resultante é impregnado com um polímero transparente, igualando as propriedades óticas de ambos.

Peter Larsson / KHT
Peter Larsson / KHT

02-Material de parede que poderia substituir o ar condicionado:

A equipe do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha – IAAC liderada por Areti Markopoulou criou um novo material chamado Hydroceramics (hidrocerâmica) que é composto de bolhas de hidrogel que são capazes de reter até 400 vezes seu volume em água. Graças a esta propriedade, as esferas absorvem o líquido em dias quentes e evaporam seu conteúdo, reduzindo a temperatura dos espaços.

A hidrocerâmica é composta de bolhas de hidrogel que capazes de reter até 400 vezes seu volume em água. Imagem via Pensamento VerdeA
A hidrocerâmica é composta de bolhas de hidrogel que capazes de reter até 400 vezes seu volume em água. Imagem via Pensamento VerdeA

03-Tijolo mais eficiente e feito com bitucas de cigarro:

“O lixo de um homem é o material de construção de outro”. Os pesquisadores do Royal Melbourne Institute of Technology (conhecida como RMIT University) desenvolveram uma técnica de fabricação de tijolos com bitucas de cigarro. A equipe, dirigida por Abbas Mohajerani descobriu que a fabricação de tijolos de barro com apenas 1% de bitucas de cigarros poderiam compensar por completo a produção mundial de cigarros e ao mesmo tempo fabricar um tijolo mais leve e eficiente.

© Usuario Flickr: letsbook. Licencia CC BY-NC-ND 2.0. Used under <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>Creative Commons</a>
© Usuario Flickr: letsbook. Licencia CC BY-NC-ND 2.0. Used under Creative Commons

04-Como foi construído o píer flutuante de Christo e Jeanne-Claude:

A obra consiste em uma passarela de 3 quilômetros de comprimento envolta em 100.000 metros quadrados de tecido amarelo e um sistema de píer flutuante composto por 220.000 cubos de polietileno de alta densidade.

© Wolfgang Volz
© Wolfgang Volz

05-Utilizaremos este concreto para construir em Marte?:

Pensando que quando finalmente colonizarmos Marte a água será um dos nossos recursos mais valiosos, a equipe da Universidade estadunidense de Northwestern buscou uma alternativa para a habitual mistura de cimento necessária para fazer concreto. Optaram por uma tecnologia que está sendo desenvolvida desde o começo dos anos 1970: concreto a base de enxofre.

Clouds AO and SEArch won NASA's Mars Habitat Competition with a 3D-printed house made of ice; would Martian concrete have been a simpler option?. Image © Clouds AO and SEArch
Clouds AO and SEArch won NASA’s Mars Habitat Competition with a 3D-printed house made of ice; would Martian concrete have been a simpler option?. Image © Clouds AO and SEArch

06-Cimento capaz de gerar luz:

Como uma resposta aos novos modelos de construção, o doutor em ciências José Carlos Rubio Ávalos da UMSNH de Morelia desenvolveu um cimento com capacidade de absorver e irradiar energia lumínica, afim de proporcionar maior funcionalidade e versatilidade ao concreto do ponto de vista da eficiência energética.

Cortesia de Cybersis.com
Cortesia de Cybersis.com

07-Reforço antissísmico mais leve do mundo:

A empresa japonesa Komatsu Seiren Fabric Laboratory criou uma nova fibra de carbono termoplástica chamada CABKOMA Strand Rod, uma fibra de carbono coberta com fibras sintéticas e inorgânicas, revestida com uma resina termoplástica. Das mãos do arquiteto Kengo Kuma, a nova fibra tem sido colocada à prova no exterior da sede da mesma empresa no Japão.

© Takumi Ota
© Takumi Ota

08-Móveis biodegradáveis de Terreform ONE:

E se sua cadeira fosse feita de compostos? Esta é a pergunta que é feita nesta série de experimentos com bancos produzidos biologicamente que são mais cultivados do que fabricados. Juntos, Terreform ONE e Genspace desenvolveram duas cadeiras de bioplástico através de processos similares: uma chaise longa formada a partir de uma série de nervuras brancas de forma paramétrica, com um assento acolchoado, e um banco baixo para crianças composto de segmentos entrelaçados que podem ser utilizados para girar o banco em diferentes formas.

Cortesia de Terreform ONE
Cortesia de Terreform ONE

09-Tijolos que aspiram a poluição do ar:

Breathe Brick foi projetado para formar parte do sistema de ventilação normal de um edifício, com uma fachada com duas camadas externas de tijolos complementado por uma camada interna que proporciona isolamento padrão. A função de Breathe Brick é a filtração ciclone, uma ideia tomada dos aspiradores de pó modernos, que separa as partículas contaminantes pesadas do ar e as reserva em um compartimento desmontável na base da parede.

© Carmen Trudell & Natacha Schnider
© Carmen Trudell & Natacha Schnider

10-TU Delft desenvolve protótipo de bioconcreto, o concreto que se repara a si mesmo:

A fórmula desenvolvida pela TU Delft vai além de reparar imperfeições meramente estéticas, pois se estas ranhuras crescem e permitem a passagem de água podem corroer as ferragens do concreto armado, não só comprometendo as qualidades mecânicas da estrutura, mas também forçam que os engenheiros exijam maiores quantidades de aço reforçado em seus cálculos, aumentando os custos finais de produção.


Fonte: ArchDaily

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