Antes de iniciar o quebra-quebra no imóvel, é importante organizar todas as etapas

Antes de iniciar o quebra-quebra no imóvel

Poeira, quebradeira, barulho. Até se realizar, o sonho da casa perfeita demanda muito trabalho e pode render uma bela dor de cabeça.


Para quem decide reformar sem sair do imóvel, muito mais. Mesmo que o ideal seja deixar o local livre para a realização da obra, quando não é possível, existem formas de atenuar o sofrimento durante o processo. Só não pense que existe fórmula mágica: é preciso organização, minucioso planejamento dos passos de cada alteração e, acima de tudo, muita paciência.

 O primeiro passo de qualquer reforma é fazer um levantamento do que deve ser mudado e contratar profissionais da área para o desenvolvimento e, se necessário, aprovação do projeto e para tocar a obra. Definidos esses pontos, é hora de pensar no planejamento de todas as etapas da reformulação (que a empresa ou engenheiro responsável pode ajudar muito), logística de recebimento de material e depósito e descarte do entulho. Até aí, procedimento padrão de toda reforma bem pensada. A grande diferença entre quem fica ou sai de casa começa momentos antes da quebradeira começar: na hora de embalar os pertences e liberar o espaço.

Mexer só em um cômodo ou na casa inteira. Atualizar rede elétrica e hidráulica ou só alterar o visual externo. O tamanho da intervenção vai ditar o volume de trabalho que a família terá. Se a ideia é reformar a casa inteira sem sair dela, será preciso muito esforço para que nada estrague e a residência possa, simultaneamente, abrigar equipe de obra e moradores. “A dica básica é dividir a casa em duas partes. Uma para a equipe trabalhar e outra reservada, para a família. Não é fácil, principalmente na hora que a poeira começa a tomar conta de tudo. Mas existem formas de isolar cômodos, com a utilização de lonas e os velhos panos de chão úmidos no pé da porta”, indica Celso Azevedo, engenheiro especializado em reformas residenciais.

Definido qual área será liberada para a reforma e qual será destinada à família, é hora de organizar os ambientes.

É preciso pensar que há a necessidade de guardar os pertences que sairão do local da obra, um lugar para depósito de material de construção e outro para a pessoa/família. Uma dica do engenheiro é embalar tudo o que não for necessário dos cômodos que serão alterados. Sacos plásticos e caixas de papelão bem vedadas ajudam a evitar que a poeira suje os pertences. Se a casa não tem espaço suficiente, alugar um depósito pelo período é boa alternativa.
“É importante a família entender que não dá para levar uma vida normal com uma reforma em casa. Separe o que precisar para as necessidades básicas e encare o período com paciência. Vai ter poeira mesmo, barulho… Não tem como evitar”, completa Azevedo. Depois que a primeira parte da residência estiver pronta, é hora de arregaçar as mangas e mover tudo de lugar para a próxima etapa. “Lembre-se que, depois de toda a confusão, o esforço valerá a pena”, brinca.

ALTERNATIVAS

Azevedo aponta que existem recursos que diminuem o impacto da obra em casa, mas que, pelo tipo de construção mais comum no Brasil, é impossível evitar a quebradeira. O engenheiro esclarece que cada caso é diferente, mas algumas alternativas facilitam a vida das famílias. É possível, por exemplo, assentar um piso novo em cima do antigo. “Mas essa não é a solução ideal. Para que o serviço seja feito com qualidade, é preciso retirar o piso antigo, refazer o contrapiso e assentar o novo acabamento. Existem alguns atalhos que podem custar caro no futuro. Se a casa tem taco, mesmo que empresas ofereçam o serviço, não recomendo assentar nada em cima. Nem laminado. Em alguns casos, o resultado pode ser satisfatório. Por isso é importante a presença de profissionais qualificados para avaliar e ajudar a pessoa a tomar a decisão mais acertada”, alerta.
No caso de fazer sinteco, por exemplo, existem empresas que já oferecem o serviço de raspagem sem pó. Não é que a casa vai ficar livre da poeira, mas aspiradores ligados às lixadeiras diminuem a quantidade que vai para o ambiente. Também já existem alternativas ao produto mais comum no mercado, sem cheiro e de secamento rápido.
Opção pouco comum no país, mas que vem ganhando mercado no Brasil, são as paredes em drywall. Alternativa à alvenaria, combina estruturas de aço galvanizado com chapas de gesso acartonado ou cimentícias, agilizando a reforma e evitando o quebra-quebra. Facilidade de reparos também é ponto positivo do recurso muito utilizado no exterior. “O drywall ainda tem custo cerca de 20% maior que o da a alvenaria convencional, mas vantagens como manutenção e logística da obra compensam, além de gerar menos entulho”, afirma Azevedo.

Outra dica do engenheiro é tentar ajustar, ao máximo, o horário da reforma com o da rotina dos moradores. Com um cronograma bem pensado em conjunto com os profissionais envolvidos, é possível atenuar o incômodo da família sem atrasar a obra.

“Tenha cuidados com o que não vai sair da casa e você não quer que estrague. Piso, bancadas, pias. Tudo deve ser devidamente protegido, com plástico bolha ou papelão. Alertar a equipe sobre a necessidade de cuidado com certos elementos e monitorar a forma como trabalham é a melhor forma de se garantir”, afirma. Busque trabalhar com profissionais que conheça ou tenha boa referência. A organização da obra está diretamente ligada à forma como eles atuam.


 

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