Construção civil no caminho da retomada

Construção civil no caminho da retomada

Não é otimismo cego: dados das últimas pesquisas sobre a economia e o mercado da construção no Brasil mostram que o País pode estar entrando em um processo de recuperação. Na construção civil já se observa essa mudança de tendência a partir de diversos indicadores.

Um deles é o Índice de Confiança do Empresário Industrial, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O valor atingiu 39,3 pontos em julho, mostrando incremento de 5,6 pontos em relação ao observado em junho (33,7 pontos). Apesar de continuar abaixo dos 50 pontos, apontando desconfiança do empresariado, o indicador atingiu o melhor patamar desde outubro de 2014 e confirmou a tendência de melhora.

Já o mercado imobiliário de Belo Horizonte e Nova Lima registrou, em maio, pelo terceiro mês consecutivo, vendas residenciais superiores ao número de lançamentos, causando, inclusive, uma nova redução do estoque.

Para o vice-presidente da Emccamp, André Campos, a situação econômica ainda é frágil e requer medidas efetivas para sair da rota da recessão, mas o cenário é animador. Na presidência do Sindicato da Indústria de Construção Civil de Minas gerais (Sinduscon-MG), André vem acompanhando com rigor os resultados do mercado, por meio de um trabalho minucioso realizado por um instituto de pesquisa contratado para fazer a interface entre as construtoras e o Sindicato. “Estamos recebendo dados atualizados mensalmente e já podemos perceber que há uma tendência de reversão deste quadro. Esperamos, para um futuro próximo, a volta do crescimento. ”


O pior ficou para trás

De acordo com a Pesquisa Focus, realiza em julho pelo Banco Central com mais de cem analistas do mercado financeiro, a inflação medida pelo IPCA/IBGE deverá encerrar 2016 em 7,21%. Para 2017, a projeção é que ela reduza para 5,20%, ficando, portanto, inferior ao teto da meta, que é de 6,5%.

Os dados mostram ainda que, apesar da queda do PIB prevista para 2016, esse encolhimento será em um patamar menor do que o projetado inicialmente. Há expectativas de crescimento para o ano 2017 baseadas nos resultados positivos que voltaram a ser registrados pela produção industrial e na recuada da perspectiva de inflação.

Até mesmo o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou as perspectivas para o Brasil e projeta queda de 3,3% para o PIB em 2016 – a estimativa anterior era de queda de 3,8%. Para 2017, a projeção era de crescimento nulo, mas agora o órgão estima expansão de 0,5% da economia nacional.

Na indústria, a fase mais aguda também está passando. Apesar de ainda acontecerem quedas na produção, em junho o setor registrou o quarto resultado positivo e está em um período de maior estabilidade.

O Brasil precisa contar com os setores estratégicos ao seu desenvolvimento, e André Campos acredita no papel fundamental da Construção Civil nesse cenário. “O setor produz uma rápida resposta ao estímulo de suas atividades com maior geração de renda, empregos e tributos. Por isso, ele pode ser o protagonista da recuperação econômica nacional”, explica.


Fonte: Emccamp



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