Drywall para revestimentos e paredes em áreas úmidas facilita manutenção

Drywall para revestimentos e paredes em áreas úmidas facilita manutenção

Chapas resistentes à umidade têm componentes apropriados para fechamento de ambientes molhados e tornam os reparos nas tubulações mais práticos


Revestimentos e paredes em drywall em áreas úmidas como banheiros, cozinhas, lavanderias e mesmo teto de varanda podem ser uma opção interessante pela facilidade de manutenção. No caso de necessidade de reparos em tubulações embutidas, o procedimento é muito fácil. Com um serrote de ponta, é feita uma abertura retangular na área que precisa de conserto. Depois, para fechar, basta usar o mesmo pedaço de chapa recortado, parafusando-o no local com o auxílio de dois pedaços de perfil estrutural. Em seguida, é feito um tratamento das juntas da abertura com massa e fita específicas e, com tudo seco, é só pintar. Nada de quebrar tijolo e reboco.

Mas, para essas áreas molhadas, não serve qualquer drywall. Daí a importância de saber a correta aplicação dos produtos de acordo com as características de cada ambiente.

Segundo o engenheiro civil Antônio Fernando Brasiliense, da Resicon, empresa especializada em drywall e forros, inclusive acústico, para fazer paredes e revestimentos em drywall nesses cômodos por onde passam tubulações, o indicado são as chapas resistentes à umidade, mais conhecidas como placas RU ou placas verdes.

Essa é a indicação da Norma ABNT NBR 15.758:2009, relativa a Sistemas construtivos em chapas de gesso para Drywall – Projeto e procedimentos executivos para montagem.

Cozinha projetada com paredes e revestimentos de drywall RU (Knauf/Divulgação)
Cozinha projetada com paredes e revestimentos de drywall RU

 

RECOMENDAÇÕES

 

Segundo o engenheiro civil Omair Zorzi, gerente técnico da fabricante de drywall Knauf do Brasil, todas as áreas úmidas, independentemente do sistema construtivo, devem ser impermeabilizadas. No entanto, nem sempre a chapa RU é utilizada. “Muitos usam as chapas de drywall standard (ST) com impermeabilizante, o que não está em conformidade com a norma de desempenho 15.758. Essa escolha pode trazer vários problemas. Se a pessoa passa o impermeabilizante no banheiro e fura a parede para colocar um espelho, por exemplo, acaba comprometendo a impermeabilização”, explica.

Isso ocorre, muitas vezes, em função de economia. Segundo Antônio, enquanto a parede feita com placas RU custa R$ 88 o metro quadrado, as de placas standard, não apropriadas para receber umidade, custam entre R$ 76 e R$ 82. De acordo com Omair Zorzi, a especificação do tipo de chapa deve levar em consideração as condições de exposição as quais a mesma estará submetida e o desempenho requerido do sistema e seus componentes.

No caso de ambientes sujeitos à umidade por tempo limitado e de forma intermitente como banheiros, cozinhas e áreas de serviço, deverão ser utilizadas chapas verdes do tipo RU, que têm em sua composição química componentes hidrofugantes que conferem uma maior resistência à umidade.

Mas é preciso saber que a chapa verde não é à prova d’água e, por isso, não deve ser usada em tetos ou forros de piscinas ou saunas, ou mesmo serem expostas ao tempo, já que a umidade e as intempéries são constantes.

São necessários, ainda, outros cuidados caso o lugar que vai receber o drywall tenha água constante, como a parede próxima ao chuveiro. “Nesse caso, é preciso impermeabilizar ainda o encontro da placa com o piso, o que pode ser feito com rodapés próprios ou com os mesmos polímeros adotados na impermeabilização do boxe”, alerta Antônio. Outro cuidado que se deve ter é com paredes que, mesmo não sendo em áreas úmidas, vão receber acabamentos cerâmicos assentados com argamassas colantes. “Para esse tipo de revestimento, é preciso utilizar as chapas verdes, pois a argamassa colante é misturada com água. Quando colocada sobre a chapa ST, esta absorve a água, fazendo com que os azulejos se soltem da parede”, adverte Omair.

Banheiro com aplicação do drywall RU (Knauf/Divulgação)
Banheiro com aplicação do drywall RU

 


por Carolina Cotta - Fonte: extraído de Estado de Minas

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